Quem já leu o livro (ou viu o filme), já sabe do que estou falando. Quem não reconhece a frase, não sabe o que está perdendo.
Estou falando do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” de Douglas Adams.
Sinopse (extraído do site da própria editora):
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
Por que ler esse livro?
Simplesmente porque é um livro muito bem escrito e com uma das histórias mais inteligentes que eu já li. A sinopse pode dar a impressão de ser apenas um livro de sátira.
O problema está na palavra “apenas”! Ele não deixa pedra sobre pedra.
O livro usa aquele humor inglês característico, que não é feito para gargalhar com a piada e nos apresenta uma coleção incrível de situações nonsense, criticando acidamente a tudo e a todos sem qualquer preocupação em ofender qualquer um (inclusive aqueles religiosos fervorosos).
Claro, não é humor para todos os gostos. Não é besteirol ou uma simples coleção de piadas. É um parente muito próximo (muito próximo mesmo) do humor do grupo Monty Phyton.
Como alguns críticos comentaram, ler esse livro (e as suas continuações) é como estar em uma montanha russa no escuro. As situações mudam de uma hora para outra, sem que tivessemos qualquer pista do que ia acontecer em seguida.
Esse é um livro que se lê com enorme prazer. Queremos saber o que mais pode acontecer e não largamos o livro até acabar.
Douglas Adams, o autor, falecido em 2001 aos 49 anos, nos apresenta críticas aos costumes ingleses, aos burocratas em geral, aos poetas, àqueles que buscam desesperadamente um sentido na vida e outros. A lista é enorme.
Para isso o autor escreve de soberbamente e cria uma galeria de personagens inesquecíveis:
- Arthur Dent, o abobalhado sobrevivente da destruição (demolição) do planeta Terra, que acaba sendo testemunha de tudo o que acontece;
- Ford Perfect, o alienígena que salva Dent da destruição e que estava ilhado na Terra para escrever um capítulo sobre ela no tal Guia do Mochileiro das Galáxias;
- Zaphod Beeblebrox, alienígena de duas cabeças e presidente do universo, que rouba a nave mais veloz do universo, a Coração de Ouro (nave com um motor movido a imprecisão infinita!!!) para uma missão que nem ele sabe qual é;
- Trillian, a terráquea que fugiu da Terra algum tempo antes da destruição com Zaphod, após ele “penetrar” em uma festa na qual ela e Dent estavam;
- Marvin, o robô maníaco depressivo, sempre pronto a fazer o que for pedido, mas não sem antes declarar todo o seu descontentamento e desprezo por toda e qualquer coisa, seja ser vivo ou não;
- Slartiblartfast (que belo nome). Ele se encontra no planeta Magrathea e é um criador de mundos por encomenda (inclusive participou da criação da Terra);
- Os Vogons, seres infinitamente horripilantes, cruéis e idiotas. São designados para destruir a Terra para que uma via intergaláctica seja construída;
- Os ratos brancos, que estão atrás do segredo “da vida, do universo e tudo mais”
Que galeria de personagens hein? Somente alguém muito criativo poderia criá-los e juntá-los em uma história tão interessante.
É um livro para ler e refletir. Nada de filosofias baratas de auto-ajuda e afins. Mas reflexão inteligente e com muito bom humor.
Não percam a oportunidade de ler esse, que é considerado um dos principais livros de ficção científica já escritos.
A história do livro em si, também é muito interessante. Ele começou como uma série de rádio, na BBC de Londres. Depois se tornou uma coleção de fitas cassete, para, só então, se tornar um livro.
Alguns anos atrás também foi feito um filme baseado no livro. O fio condutor da história é o mesmo, mas com algumas situações bem diferentes do livro. Por sinal, também vale a pena assistir.
Bom, o que mais se pode esperar de um livro? Muito bem escrito, trama envolvente, reviravoltas a todo momento, uma galeria de personagens riquíssima, com um personagem mais extravagante que o outro, sátiras, críticas ácidas, seres alienígenas, naves especiais e outras coisas. Sem sombra de dúvidas um clássico que não deve ser perdido.
Esse livro, e as suas continuações, venderam mais de 15 milhões de cópias ao redor do mundo. Foi “adotado” pela geração Internet (que alguns pejorativamente chamam de “nerds”) e gerou um fanatismo incrível. Para se ter uma idéia disso, existe o Dia Internacional da Toalha por causa do livro.
Ah, e a resposta é 42 …… claro.
Não entendeu o título da postagem? Não entendeu porque 42 é a resposta?
Então leia e junte-se ao grupo daqueles que, como eu, adoram esse livro. Acho muito difícil você não gostar.
Boa leitura e, depois de ler, vá comer o bife de um boi inteiro no Restaurante no Fim do Universo e tomar uma dinamite pangaláctica.
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