Vou aproveitar que eles estão vindo para o Brasil e que esta é uma das minhas bandas preferidas para mostrar um pouco da história deles.
O U2 é uma banda de rock irlandesa (da cidade de Dublin) que foi formada em setembro de 1976, por adolescentes da Mount Comprehensive School.
Larry Mullen Jr., então com 14 anos, colocou um aviso no quadro de avisos da escola procurando músicos para uma nova banda: a “The Larry Mullen Band”. Seis pessoas responderam ao aviso.
Na cozinha da casa de Larry se reuniram: ele na bateria, Paul Henson (Bono Vox) nos vocais principais, David Evans (The Edge) e seu irmão mais velho Dik nas guitarras, Adam Clayton (amigo dos irmãos Evans) no baixo e Ivan McCormick e Peter Martin (amigos de Larry).
A ideia de Larry de ser o líder da banda acabou nesse primeiro ensaio quando Bono tomou à frente e depois de alguma discussão, mudaram o nome da banda para “Feedback” (um dos poucos termos técnicos que eles conheciam).
Logo em seguida, dois dos participantes deixaram a banda (McCormick e Martin).
No início, a banda tocava covers de bandas punks, principalmente porque o punk não necessitava muita proficiência musical (algo que não era a especialidade dos componentes da banda).
Em março de 1977 eles mudaram o nome da banda para “The Hype”. O irmão de The Edge começou a se sentir um peixe fora d’água, por causa da sua idade, e num concerto em março de 1978 deixou a banda.
Os quatro membros restantes decidiram continuar com o nome de “U2”, um dos nomes sugeridos por um amigo punk de Larry e escolhido pela banda.
Nesse mesmo ano, venceram um show de talento, ganhando um prêmio de 550 libras. Com o prêmio, gravaram seu primeiro álbum.
Em 1979 realizaram seu primeiro show fora da Irlanda, em Londres, mas não atraíram muito público.
Em 1980 assinaram com a Island Records e lançaram o primeiro álbum de sucesso: Boy. O resto é história….
Garimpado no Wikipedia
Formação:
Bono (vocais e guitarra)
The Edge (guitarra, teclados e vocal)
Adam Clayton (baixo)
Larry Mullen Jr. (bateria e percussão)
Alguns dados:
A banda lançou até hoje 12 álbuns de estúdio.
Eles venderam mais de 150 milhões de álbuns no mundo todo.
Mais do que qualquer banda da história, ganharam 22 Grammy Awards
A revista Rolling Stones classificou o U2 como o artista de número 22 entre os “100 Greatest Artists os All Time”
No próximo post a discografia de estúdio e alguns vídeos.
Esse vídeo (legendado) é uma animação que apresenta o motivo pelo qual a Internet foi criada, a evolução, as mudanças que ela sofreu. Pelo início do vídeo, sabemos que ele é de 2009, portanto, é bastante atual e muito interessante.
Como boa parte das tecnologias, a Internet também surgiu a partir da guerra, ou melhor, do medo dos efeitos de uma guerra. Essa é a ironia da coisa toda…
A qualidade da imagem não é das melhores, mas aqui, o importante é o conteúdo.
Assistam esse vídeo da Nokia sobre a tecnologia que estão chamando de Morph. É, segundo pesquisas, o futuro dos aparelhos celulares (ou seja lá o que forem a esta altura do campeonato!). A nanotecnologia vai transformar o equipamento em algo muito mais versátil, útil, configurável e prático de se usar.
Agora, é esperar o futuro e ver o que acontece. Ou melhor, se acontece mesmo.
Hoje, só posso dizer que estou de luto. Uma catástrofe como essa nos mostra a nossa insignificância diante do poder da natureza.
Não adianta dinheiro, armas, exércitos, tecnologia. Nada. Somos impotentes diante da imensa força da natureza. Estamos nessa nossa “nave azul” torcendo para que ela nos trate bem, porque senão…. é o que vimos hoje.
E o pior é que estamos tratando o nosso planeta muito mal e não dá para esperar uma resposta diferente. Mesmo assim é muito triste.
É impressionante as imagens da tragédia. Agora pudemos ver nos mais diversos ângulos o poder de um tsunami. É algo assustador mesmo.
Neste post, 7 vídeos bem legais dos anos 80. Tem coisa aí somente para quem viveu a época. Tem algumas, vamos dizer, “raridades”, que só apareceram em vídeo e foram pouquíssimo tocadas em rádios ou mesmo em discos (na época ainda não existia MP3, ou melhor, estava começando a aparecer o PC!).
Aproveitem e aumentem o som. Vale a pena.
1. Classix Nouveaux – Never Again
2. Yazoo – Don’t Go
3. Flock of Seagulls – I Ran
4. Pet Shop Boys – It’s a Sin
5. Alphaville – Big in Japan
6. Dexy’s Midnight Runners – Come on Eileen
7. Duran Duran – Planet Earth
Essa foi a década dos cabelões, da roupa com enchimento nos ombros, da roupa com muita sobreposição, ou seja, “a década que o bom gosto esqueceu”. Década dos New Romantics, que viraram a New Wave. É isso aí…..
Um site muito interessante de se ver é o Newseum. É o site de um museu de notícias, em Washington D.C. (EUA). O intuito dele é discutir o papel da imprensa no mundo de hoje. É um museu de verdade, como podemos ver na figura, mas que tem um acervo virtual muito interessante.
Um serviço interessante é que mais de 700 jornais do mundo todo mandam suas primeiras páginas, todos os dias, para o site, que as publica em forma de imagem. É muito interessante observar o que é manchete, o que é importante em outras partes do mundo.
O link abaixo direciona para a página com o mapa dos países. É só clicar em uma das bolinhas vermelhas e escolher a primeira página de qual jornal de hoje você quer ver.
Um detalhe. Claro que ele é centrado no jornalismo norte-americano, mas tem outros aspectos interessantes, como um mapa sobre a liberdade de expressão nos diversos países do mundo. Aí tem uma coisa muito interessante para nós brasileiros que estamos aqui e não temos uma visão externa de nosso país (é claro…).
A organização Press Freedom, que alimenta os dados desse mapa de liberdade de expressão, considera o Brasil como um país parcialmente livre. Principalmente, devido à censura imposta ao jornal O Estado de São Paulo, que foi proibido de apresentar informações sobre a família Sarney !!!
Por esse motivo, estejam eles certos ou errados (na minha opinião estão certos), é muito importante conhecer o que se fala no exterior sobre o nosso país. É preciso ter uma visão mais ampla do mundo e das nossas coisas.
E viva o país do Carnaval, da Copa do Mundo e da Olimpíada !!!
(Clicar no título da notícia para acessar o conteúdo no site original)
Antes dos links, não poderia deixar de lado o lançamento do gadget mais desejado dos últimos tempos o iPad2. Veja uma avaliação do MacWorld, legendada.
Achei sensacional a nova “capa” de proteção. Muito bem bolado.
É interessante observar que essa questão da segurança é algo que assombra praticamente todos os sistemas operacionais que chegam a liderança de mercado. Principalmente, aquele que não são proprietários, pois permitindo que qualquer equipamento e software tenham acesso a ele, aumentam o leque de ameaças possíveis.
Na primeira notícia a Oi tenta justificar essa queda vertiginosa, mas no segundo artigo, os analistas acreditam que o resultado foi fraco mesmo. Estaríamos frente a uma empresa com sérios problemas financeiros? Espero que não, porque só a competição pode fazer com que os serviços melhorem, a preços mais justos.
Meu Deus !!!!! É interessante observar que essa quantidade de tráfego de dados requer uma infraestrutura adaptada a ele e as empresas devem começar a se preocupar seriamente com isso, porque a tendência é desse tráfego aumentar ainda mais nos próximos anos.
A utilização de redes sociais pelas empresas é uma questão chave que elas têm que enfrentar. Aquelas empresas que deixarem passar a oportunidade de explorar esse tipo de midia, serão deixadas para trás, talvez de uma forma irreversível. Mas, a criação de uma política de uso dessas mídias e a conscientização dos empregados é fundamental.
Esse artigo trata da questão das vantagens da mudança do endereçamento IPv4 para IPv6. A principal questão apresentada é a possibilidade de virtualmente qualquer equipamento estar conectado a rede (carros, eletrodomésticos, etc.), porque a quantidade de endereços possíveis vai aumentar incrivelmente. Mas, o artigo também aborda a questão da demora em incorporar essa novidade dos provedores de acesso brasileiros (por problemas técnicos e culturais)
É muito interessante observar como as empresas de TI são vistas pelo público atualmente. Apple e Google encabeçam a lista. Isso é um retrato bastante interessante do nosso tempo, onde a tecnologia é algo que permeia tudo o que fazemos.
Eu sei que pode parecer estranho o título do post, mas tenho uma teoria interessante.
Nesse sábado, pela primeira vez em todas as edições desse medonho programa, o BBB, assisti a pelo menos 30 minutos de um “horário alternativo” no canal Multishow (a tarde). Vamos ao “acontecimento”:
Os participantes estavam todos com uma estrela de plástico na mão (daquelas de decoração, com uns 40 a 50 cm) e em uma plataforma circular elevada do chão. Todos olhando para fora da plataforma, na direção de uma pequena passagem (como uma ponte onde cabe somente um pé de cada vez) que levava a uma outra plataforma (individual) onde cabia somente os dois pés do participante e ele deveria ficar em pé.
Depois de aproximadamente 5 minutos sem nada acontecer e sem ninguém falar, repentinamente tocou um sinal e todos caminharam cuidadosamente pela passagem e foram para a plataforma menor. Novos 5 minutos de espera silenciosa até o próximo sinal, quando eles voltaram para a plataforma maior, olhando para a plataforma menor.
Mais um tempo (que pareceu uma eternidade) e novo sinal para trocar de plataforma. Pelo jeito a ideia era esperar que o pessoal caísse ou que a paciência se esgotasse nesse vai e vem de plataformas. A minha paciência se esgotou primeiro. Mudei de canal.
Agora a teoria.
Muita gente paga para ver isso (é incrível mas pagam): gente praticamente parada, sem fazer ou falar nada. Nada acontecendo por mais de meia hora. Um ir e vir de plataforma sem nenhuma emoção ou competição. Nada. Absolutamente nada aconteceu de interessante nesse período que assisti (e pelo jeito continuou assim).
As mesmas pessoas que pagam para ver isso, quando assistem àqueles filmes rotulados como filmes de arte, ou seja, um filme que se detém em pequenos detalhes, que se desenvolve lentamente e que algumas vezes não mostra nada “emocionante”, dizem: “Mas que filme chato, não acontece nada” !!!!!!!!!!!!!!! Como podem dizer isso? Se ficam uma hora olhando o pessoal não fazer nada ou ficar conversando sobre banalidades.
Aí vem o detalhe. Qual a diferença fundamental entre BBB e um filme (praticamente qualquer filme serve para a comparação)? Para assistir um filme e aproveitar a experiência tem que pensar, se concentrar no que está acontecendo, fazer ligações entre os detalhes que foram sendo mostrados ao longo do filme, etc. Para assistir ao BBB é só assistir! Pode até dar uma folga para o cérebro, porque não precisa pensar em nada.
E viva o país do Carnaval, da Rede Globo, da Copa do Mundo e das Olimpíadas! Viva o país do futuro.
Continuando com a minha seleção de “coisas velhas” mas ótimas que eu gosto de escutar, aqui vão mais cinco clips de músicas.
1. Killing Moon – Echo and the Bunnymen
Essa é uma das minhas músicas preferidas. Acho a música incrível. Aproveitem e vejam o filme Donnie Darko (que comentei um tempo atrás) que tem ela como uma das músicas de trilha sonora. O Echo and the Bunnymen foi uma das bandas mais importantes dos anos 80 e essa, com certeza é sua melhor música.
2. Suedehead – Morrissey
Eu acho essa música linda. Não sei porque, mas sempre achei essa uma música muito triste, melancólica. Bem, o Morrissey é craque nesse tipo de música, mas essa é demais. Não sei se são os acordes escolhidos, mas ela soa triste e bela para mim.
3. Rock You Like a Hurricane – Scorpions
Ai vai um rockão daqueles. Da época em que o Scorpions era uma baita banda de rock mais pesado (hoje estão mais para cantar baladas do que rock). Essa é uma das minhas preferidas deles. Lembro deles tocando no Rock in Rio I essa música. Uma pedrada. Let’s rock….
4. Crazy Train – Ozzy Osbourne
O velho e bom Ozzy “comedor de morcegos”. Essa música em particular eu gosto bastante, mas ela tem um interesse especial. Esse interesse atende pelo nome de Randy Rhoads, o guitarrista. Considerados por muitos como o melhor guitarrista de todos os tempos. Olha, não acho que seja o melhor, mas um dos melhores com certeza. Infelizmente, ele faleceu em 1982 aos 25 anos, no auge da carreira, mas ainda é considerado com uma das maiores influências para os guitarristas de rock atuais.
5. Comfortably Numb – Pink Floyd
Aqui o buraco é mais embaixo…. Agora sim, o melhor guitarrista do mundo do rock na minha opinião. E tocando o solo de guitarra mais fantástico de todos os tempos. Essa música é a minha preferida, desde que ouvi pela primeira vez no filme Pink Floyd – The Wall (assistam, vale a pena, ou pelo menos ouçam a trilha sonora é sensacional). Esse clip é do show Pulse e essa música é o ponto alto do show. É para parar o show, mandar todo mundo para fora e fazer pagar outro ingresso, ela é um show por si só. Eu ouço essa música direto e ainda fico arrepiado quando ouço esse solo de guitarra. O David Gilmour, para mim, é o maior guitarrista do mundo. O solo é algo que sai do fundo da alma. Sensacional, fantástico, maravilhoso… se for ficar elogiando aqui, não termino esse post hoje… Ouçam e fiquem Comfortably Numb….
Vou comentar sobre dois filmes: Amor à Flor da Pele e 2046 – Os Segredos do Amor, ambos de Wong Kar-Wai.
Na minha opinião são dois dos melhores filmes que assisti até hoje. Podem ser considerados como filmes “românticos” e olha que não é o meu gênero preferido!
Vamos a Amor à Flor da Pele e lembrem-se que todos os meus comentários contém spoilers.
Amor à Flor da Pele (Fa Yeung Nin Wa)
Hong Kong / França (2000)
Diretor – Wong Kar-Wai
Elenco:
Maggie Cheung (Su Li-zhen – Sra. Chan)
Tony leung (Chow Mo-wan)
Rebecca Pan (Sra. Suen)
Siu Ping Lam (Ah Ping)
Kelly Lai Chen (Sr. Ho)
Chan Man-Lei (Sr. Koo)
Casal de vizinhos se aproxima e se apaixona quando os respectivos cônjuges têm um caso. Mas, apesar dos sentimentos dos dois, o relacionamento termina com a separação do casal.
Por que gostar desse filme?
A sinopse do filme nos engana, levando a crer em mais um daqueles filmes açucarados com final choroso. Na verdade Amor à Flor da Pele, não deixa de ser um filme romântico, principalmente focado na desilusão amorosa. Desilusão que começa com a traição e termina com a não concretização da paixão.
O diretor, Wong Kar-Wai, realizou um filme primoroso, que deve ser assistido com atenção aos detalhes.
As imagens são lindas, a música é envolvente (a trilha sonora é incrível e é impossível sair do filme sem ficar com “Quizas, Quizas, Quizas” de Nat King Cole na cabeça! Os figurinos são um capítulo a parte e a reprodução dos ambientes dos anos 60 é fantástica.
Além disso, os principais trunfos do filme são: o roteiro e as interpretações.
O ritmo do filme é lento, denotando a passagem de tempo para o casal e, como o próprio enredo, vamos sendo seduzidos lentamente pela história daquele casal.
É muito interessante a forma como o diretor filma. É uma característica de seus filmes: não existe muita explicação para o que está acontecendo, a passagem do tempo dificilmente é declarada, você tem que perceber isso. As cenas se alternam, algumas vezes, de forma brusca e você tem que pegar as pontas e ligar os acontecimentos. Não que ele seja confuso, mas é necessário mergulhar e aproveitar.
A história começa em 1962, quando dois casais se mudam para quartos de aluguel vizinhos. Somente notamos a presença do marido de um dos casais (o Sr. Chow, vivido por Tony Leung) e da esposa do outro casal ( a Sra. Chan, vivida por Maggie Cheung), pois os outros dois cônjuges estão sempre trabalhando ou viajando.
Na verdade, o que os personagens descobrem é que os respectivos cônjuges “ocultos” estão tendo um caso. Isso acaba aproximando os dois, que começam a se encontrar para simularem o que iriam dizer quando da revelação de que tem conhecimento do adultério.
Com o tempo, os dois continuam se encontrando, com a Sra. Chan auxiliando o Sr. Chow a escrever histórias sobre samurais para o jornal no qual ele trabalha. Como era de se esperar, eles vão cada vez mais necessitando desses encontros, mas isso começa a causar um certo “mal estar” nos vizinhos.
Então eles começam a se encontrar em um hotel, no quarto 2046. Com o passar do tempo, a paixão cresce, mas os receios da Sra. Chan em contrariar as convenções sociais da época e o medo de ambos em se magoar novamente, leva a separação e a desilusão amorosa de ambos.
Mas, o que tem de diferente esse filme, com um enredo já utilizado em dezenas de outros filmes? É aí que se percebe a mão de um diretor de filme.
Primeiramente, considerando que o roteiro do filme é dele, que a inversão de foco é uma ideia muito interessante. Ao invés de mostrar o casal que comete adultério, mostrar a “retaguarda”, o casal que fica em casa remoendo a dor da traição. Melhor ainda, os dois não se juntam para armar algum tipo de vingança ou coisa parecida (tão normal nos filmes americanos). Eles se juntam para conseguir apoio, um do outro, para suportar a situação e tentar sair dela com alguma dignidade.
Em segundo lugar, o modo como o diretor apresenta essa paixão crescendo entre duas pessoas feridas. Não como aquelas paixões arrebatadoras, que levam os personagens a cometer loucuras, mas aos poucos, como normalmente acontece. Num primeiro momento, os personagens se encontram para ter algo em que se agarrar quando ficam sabendo do adultério, ter alguém com quem desabafar a dor. Com o tempo, eles vão se conhecendo melhor, se encontrando e aí tudo acontece naturalmente.
Mas, o aspecto mais importante, é a forma como o diretor apresenta o sentimento dos personagens. Eles nunca se declaram, praticamente nunca se tocam durante os encontros, mas existe uma “eletricidade” entre eles quando estão juntos. É uma tensão que está sempre presente, pronta para explodir. Mas não explode, ao que parece, pelo medo de ambos em errar e sofrer novamente.
Tudo isso filmado de forma elegante, suave e contagiante.
O ápice dessa desilusão de ambos acontece quatro anos após a separação deles, quando o Sr. Chow, já separado da sua esposa, vai para Cingapura tentar esquecer um pouco de suas duas desilusões (aparentemente muito maior a segunda do que a primeira) e lá ele realiza um velho ritual, no qual um segredo é sussurrado em um buraco e depois coberto de lama, para que o segredo fique guardado. É uma cena fantástica. Não ouvimos o segredo, mas nem precisa. Ele é praticamente “gritado” pela cena, todos sabemos qual é. Sublime.
Enquanto ele está fora do hotel, em Cingapura, a Sra. Chan, que foi para lá com o marido, entra no quarto dele e o que vemos não deixa dúvida alguma de que a paixão ainda está ardendo, mas falta coragem.
Outro grande trunfo do filme, como já disse, é a atuação primorosa dos atores principais. Tony Leung e Maggie Cheung interpretam seus personagens com uma intensidade magnífica. Os personagens são pessoas retraídas e com enorme medo de errar novamente. A atuação contida de ambos demonstra isso claramente e faz com que troçamos para que tudo dê certo. É criada uma empatia enorme com o espectador do filme.
Amor à Flor da Pele é a história de duas almas feridas, que se cruzam num momento de dor e que poderiam ter um final feliz, mas que o medo de sofrer, ironicamente, faz com que acabem sofrendo uma desilusão ainda maior que aquela que querem esquecer!
E o filme termina com o seguinte texto:
“Ele lembra aqueles anos desaparecidos como se olhasse através de uma vidraça empoeirada, o passado é algo que ele podia ver mas não tocar. E tudo o que ele vê é borrado e indistinto”
É impossível falar desse filme sem citar a fotografia de Christopher Doyle. O filme todo é belíssimo. Além disso, não tem como comentar o trabalho do vestuário de William Chang. A Sra. Chan aparece praticamente em cada cena com um vestido diferente. E todos belíssimos.
Curiosidades
A cônjuge de Tony Leung, que nunca revela o rosto é vivido por Maggie Cheung e o cônjuge dela (que também nunca vemos o rosto), é vivido por Tony Leung.
O quarto do hotel, onde eles se encontram para escrever as histórias para o jornal, e onde tiveram os seus momentos mais felizes juntos, tem o número 2046, ano no qual Hong Kong será devolvida definitivamente para o domínio chinês.
Cenas Inesquecíveis
A sequência de cenas onda a Sra. Chan vai buscar comida no restaurante e cruza com o Sr. Chow. É onde o interesse deles, um pelo outro começa. A câmera lenta do diretor cria um balé que vai crescendo, como a atração entre o casal.
O Sr. Chow e a Sra. Chan no táxi, voltando para casa. As mãos se encontrando e ela deitando no ombro dela. A cena tem uma tensão sexual enorme, maior do que a maioria das cenas de sexo encenadas no cinema. A cena é de uma delicadeza enorme, que mostra o nível do trabalho desse diretor.
O Sr. Chow sussurrando o seu “segredo” que todos conhecemos.
2046 – Os Segredos do Amor (2046)
China/França/Alemanha/Hong Kong (2004)
Diretor: Wong Kar-Wai
Elenco:
Tony Leung (Chow Mo-Wan)
Zhang Ziyi (Bai Ling)
Gong Li (Su Li-zhen)
Faye Wong (Jing-wen Wang)
Takuya Kimura (Tak / Namorado de Jing-wen)
Carina Lau (Lulu)
O filme funciona como uma “continuação” de Amor à Flor da Pele. O mesmo escritor do filme anterior volta para Hong Kong e hospeda-se em um hotel para escrever histórias para um jornal. Passa as noites em festas e acaba se relacionando com algumas mulheres, sem nunca querer nada a sério com elas, magoando-as e se magoando. Sensibilizado pela história da filha do senhorio, decide escrever um livro de ficção científica para contar a história dela com o namorado japonês.
Antes de mais nada, preciso comentar esse sub-título do filme. Essa mania de distribuidor brasileiro de que filme com um nome só não serve e colocar esse “complemento” dispensável é ridículo. Para mim, esse filme sempre foi e sempre será 2046.
Por que gostar desse filme?
Com certeza esse filme é melhor compreendido e apreciado como continuação de Amor à Flor da Pele. Assista aos dois e se delicie com o que o cinema pode apresentar de melhor, apesar que assistir somente a 2046 já é uma experiência e tanto.
Esse é um dos filmes que mais gosto. Ele tem tantas nuances, que são assistindo você as percebe.
O diretor consegue surpreender novamente, fazendo uma continuação original, sem repetir fórmulas do filme anterior, apenas retomando um dos personagens principais (o Sr. Chow, novamente maravilhosamente interpretado por Tony Leung).
É um filme sensível, visualmente deslumbrante e com atuações incríveis. Algumas cenas, mesmo vistas separadas do contexto do filme, são verdadeiras obras de arte. Outro detalhe interessante é a inteligente “mistura” entre as cenas no tempo da história do filme que assistimos (década de 60) e cenas no tempo da história escrita pelo personagem (no futuro, em 2046).
Pode parecer brincadeira, mas as cenas de despedida desse filme são inesquecíveis.
O Sr. Chow volta de Cingapura, onde esteve tentando esquecer a desilusão amorosa do passado, e se hospeda em um hotel. Quase consegue se hospedar no quarto número 2046 (o número do passado feliz), mas acaba ficando no quarto em frente.
O filme pode ser compreendido como o personagem vivenciando ecos das situações vividas no filme anterior. Alguns blocos temáticos podem ser percebidos ao longo do filme.
A volta do Sr. Chow
Ele tornou-se uma pessoa amarga, que muda completamente de atitude. Passa a ser uma pessoa extrovertida, vivendo a noite e se envolvendo com o maior número possível de mulheres, mas sempre rejeitando qualquer laço afetivo.
Suas atitudes magoam as outras e a ele mesmo, e isso não condiz com a natureza dele. É novamente o medo de sofrer que leva a sofrer mais ainda!
Depois de muitas idas e vindas na história, ele só poderia acabar onde acaba: sozinho em um táxi (ecos da fantástica cena romântica de Amor à Flor da Pele).
Bai Ling, a “amiga de copo”
Bai Ling (interpretada pela belíssima Zhang Ziyi) se muda para o quarto 2046 e logo atrai a atenção do Sr. Chow. Ela é o par perfeito para ele: livre, divertida, muitos namorados e sem nenhum compromisso. O relacionamento entre eles é um tanto esquizofrênico: ambos sentem atração forte pelo outro, mas o relacionamento acontece como se tudo fosse um serviço sexual a ser pago pelo contratante (de ambas as partes). É somente sexo casual.
Com o tempo ela tenta iniciar algo mais sério com ele, mas ele é grosseiro, lembrando que são apenas “amigos de copo” (e de sexo, é claro).
Magoada, ela se afasta e eles só se reencontram, quando ela está indo para Cingapura viver com um antigo namorado. A despedida dos dois é uma cena maravilhosa, uma aula de como mostrar sentimentos reprimidos por meio de gestos e olhares, que desmentem a todo momento o que está sendo dito pelas pessoas. Ela ainda tenta reatar a relação, mas ele, com medo, novamente a rejeita. Não tem como não se emocionar com a cena.
Esse bloco apresenta o Sr. Chow como alguém insensível. Nada mais falso. Ele é traído a todo momento por gestos e palavras, na sua tentativa de fingir o que não é. São pequenos detalhes que mostram que ele ainda é a mesma pessoa sensível de antes.
Jing-wen Wang e o namorado japonês
Jing-wen Wang (interpretada pela também belíssima Faye Wang) é a filha mais velha do senhorio do Sr. Chow. Ela está apaixonada por um japonês que esteve hospedado no hotel por algum tempo, mas que teve de voltar ao seu país. O rapaz tenta de todas as maneiras convence-la a ir com ele, mas o pai dela é terminantemente contra o relacionamento.
Ela, com medo (olha ele aí novamente), rejeita o rapaz. Sabe-se que ela fica internada durante algum tempo, provavelmente resultado dos problemas emocionais.
O Sr. Chow a ouve falando em japonês, no quarto 2046. Ele tenta algum tipo de relacionamento com ela, mas logo percebe a paixão dela pelo rapaz japonês. Então, decide ajudá-la, recebendo a correspondência do Japão no lugar dela e repassando as cartas para ela secretamente.
Surge uma amizade entre ambos e ela começa a ajudá-lo a escrever as suas histórias de aventuras para o jornal.
Para alegria dele, ela decide enfrentar o pai e ir para o Japão. Com o tempo, o senhorio aceita a situação e vai ao casamento da filha no Japão.
Nesse bloco, surge a motivação para ele escrever o livro que é mostrado no filme como uma ficção futurista: tentar expurgar o passado.
Ele percebe que ela está tendo a mesma atitude da sua antiga paixão. O medo está fazendo com que ela e o namorado sofram, quando na verdade o que querem é viver intensamente a paixão. Novamente ecos da história passada dele, que ele não pode deixar ter o mesmo final triste.
A misteriosa Su Li-zhen
Na estada do Sr. Chow em Cingapura ele perde quase todo o dinheiro no jogo e é ajudado por uma jogadora profissional, interpretada pela atriz Gong Li (mas como tem atrizes belas nesse filme!). Ele acaba descobrindo que o nome dela é Su Li-zhen, o mesmo nome de seu antigo amor (a Sra. Chan). A Su Li-zhen de Cingapura é uma mulher cheia de mistérios, que ninguém conhece o passado e que nunca tira a luva da mão esquerda.
O relacionamento entre ambos, de profissional evolui para o sentimental, mas quando ele tenta algo mais sério, ela o rejeita, dizendo que ele não está apaixonado por ela, mas sim por um nome, por um ideal que ela não é. A cena de despedida é novamente linda. Novamente, tudo errado, ambos acabam magoados somente pelo medo de se magoar!
Esse bloco é um eco direto do passado. As duas Su Li-zhen se vestem, se penteiam e tem gestos muito semelhantes. Talvez isso o tenha levado a tentar um relacionamento novamente.
O pior é que aqui, como em um espelho, a situação se repete. Novamente ele pede a uma Su Li-zhen que vá embora com ele e novamente ele é rejeitado. Isso explica a sua atitude ao voltar para Hong Kong.
O trem para 2046
Na minha opinião, esse é o bloco mais interessante do filme e vai aparecendo em vários momentos, entremeando os outros blocos. O Sr. Chow sensibilizado ao perceber que uma história de paixões, medos, mágoas e tristezas está prestes a se repetir com a Srta. Wang, decide escreve um livro para retratar essa situação. Na verdade o livro é sobre ele mesmo e suas angústias interiores.
Ele queria chamar o livro de “2046”, mas prefere chamá-lo de “2047”. A Srta. Wang é a sua principal leitora, enquanto escreve. O mais interessante é que ele escreve um livro de ficção científica!
Aí está a riqueza do filme. Usar elementos de um filme de ficção científica para traçar um paralelo com as angústias interiores do autor do livro. O livro é sobre um trem que leva as pessoas para o futuro, em 2046.
“Todos que vão para 2046 tem a mesma intenção, eles querem recapturar memórias perdidas. Porque em 2046 nada muda. Mas, ninguém sabe se isso é verdade ou não, porque ninguém nunca voltou”
O trem só tem um passageiro e ele está tentando voltar de 2046. É uma viagem dolorosa e cheia de sofrimento. O autor não consegue se livrar de 2046. Não o ano, nem o quarto da frente, mas o quarto do passado, onde viveu o período mais feliz da sua vida ao lado da sua amada Su Li-zhen. As memórias não estão perdidas, infelizmente, o que se perdeu foi o tempo (lembrem do texto final do filme anterior). Não tem mais como voltar e a dor é imensa para tentar esquecer o que aconteceu. Ele afirma:
“O Amor é uma questão de timing.
Não é bom encontrar a pessoa certa muito cedo ou muito tarde.
Se eu vivesse em outra época ou lugar…
… minha história teria um final diferente”
Outro detalhe interessante sobre esse trem é que ele possui mulheres androides que atendem a todos os desejos dos passageiros. A principal delas é vivida pela atriz Faye Wang. Essa mulheres androide têm um pequeno defeito: não conseguem demonstrar imediatamente os seus sentimentos. Isso só acontece muito tempo depois. Inclusive isso é mostrado em uma cena muito bonita, que vai ter eco com o que acontece exatamente com o auto do livro.
Detalhe, o viajante é vivido pelo mesmo ator que vive o namorado japonês.
Por esse motivo, quando ele usa as mulheres androides para “guardar” o seu segredo, como na lenda sobre sussurrar o segredo em um buraco, elas não têm reação. Nem quando ele pede para elas irem embora com ele, elas simplesmente não respondem.
Nesse bloco o autor apresenta a sua teoria sobre o motivo do seu relacionamento sem sucesso: a mulher de sua vida teve sempre reações atrasadas em relação a seus sentimentos, por isso nunca aceitou o convite para viverem juntos.
É um filme lindo, novamente com a fotografia de Christopher Doyle. A trilha sonora também é outro fator importantíssimo para a qualidade do filme.
A forma como o diretor mistura elementos da vida passada do personagem com situações atuais e com o livro que está escrevendo é simplesmente brilhante.
Cenas Inesquecíveis
A impressionante cena de abertura. Já apresenta o trem para 2046 e toda a motivação do personagem. Veja o que é dito em off: “Não consigo parar de me perguntar se ela me amava ou não. Nunca descobri a resposta. Talvez a sua resposta fosse como um segredo que ninguém jamais saberia”. É praticamente um resumo do filme. A cena é linda.
A sucessão de cenas com as mulheres androide no trem. Vão sendo mostrados todos os detalhes do passado do autor. Ou seja, as coisas se repetem eternamente. Ou não?
Todas as cenas de despedida. Cada uma com uma carga emocional violente e mostrada de forma fantástica. As emoções estão à flor da pele e, muitas vezes, são mostradas por pequenos gestos, outras vezes, ela fica estampada no rosto. Em especial, uma cena merece o destaque a seguir.
A cena de despedida do Sr. Chow e de Bai Ling. A tensão nessa cena é fantástica. Os dois estão quase explodindo de paixão um pelo outro, mas sabem que se entregar a essa paixão é algo completamente destrutivo para ambos (seria mesmo?). A explosão final dela em lágrimas e o sorriso triste dele ao sair demonstram tudo. Os pequenos detalhes e os grandes gestos dessa cena impressionam.
Essa cena é antológica: o senhorio devolve ao Sr. Chow o manuscrito do livro e diz que a filha (que leu o livro) achou que ele tem um final muito triste. Ele diz que vai tentar modificar. A cena que se segue, mostra o autor imóvel, a pena da caneta quase tocando o papel, mas nada é escrito. Com cortes, vão sendo apresentados textos sobre a passagem do tempo (1 hora, 10 horas, 100 horas…). Novamente espelhos, agora com o atraso em demonstrar emoções das mulheres androides. Maravilhoso. Mas não para por aí. Na cena seguinte ele está pegando um táxi (novamente) e diz a frase do filme:
“Eu também gostaria que a história tivesse um final feliz, mas não sei como. Alguns anos atrás eu tive um final feliz ao meu alcance, mas eu deixei ele escapulir”
E enquanto ele faz isso, aparece uma cena em flashback (em preto e branco) dele em um táxi com sua paixão Su Li-zhen (Maggie Cheung), mas desta vez, ele está deitado no ombro dela. Essa é de arrepiar mesmo. Tem que voltar a cena e repetir algumas vezes.
Não se impressione com os filmes serem falados em chinês. Não deixe passar a oportunidade de assistir a dois filmes maravilhosos.
Hoje tive todo o tempo do mundo para refletir sobre o trânsito da cidade de São Paulo. Demorei “apenas” 1 hora e meia para fazer um trajeto no qual, sem trânsito, demoro 10 minutos (contando com muitos semáforos fechados).
E olha que não tinha chuva, acidente, passeata ou qualquer outro evento que pudesse complicar o trânsito no trajeto. Era só aquele mar de automóveis de sempre….
Depois dessa minha reflexão, apresento algumas conclusões que consegui tirar:
Sou um perfeito imbecil. Tento seguir ao máximo as regras de trânsito e as mínimas regras de civilidade. Percebo que sou um imbecil, quando estou parado (com o semáforo aberto), para não fechar o cruzamento e aquele “esperto” vem pela faixa exclusiva de ônibus e, ao perceber que vai ficar parado atrás de algum ônibus ou que vai ser multado (o que é algo raríssimo de acontecer), entra na sua faixa e fecha o cruzamento mesmo assim. Pior… ele consegue seguir quando o trânsito anda e eu fico parado para mais uma rodada de sinal vermelho.
Preciso comprar um taxi. O taxista do meu lado, visivelmente com o carro lotado pela família e não com passageiros, foi costurando o caminho todo, já que ele tem “permissão” para trafegar pela faixa de ônibus. Então, o que ele fez? Quando a faixa exclusiva de ônibus anda, ele vai para lá. Quando o ônibus para no ponto, ele pula para a minha faixa. E assim ele vai em frente tranquilamente.
Ou preciso comprar uma moto. Aí a coisa melhora bastante, porque para motoqueiro não existe lei de trânsito ou qualquer regra de civilidade e convivência pacífica (observe bem que estou falando motoqueiro e não condutor ou piloto de motocicleta, coisas completamente diferentes). As motos trafegam em todos os lugares. Eu sei que podem andar no meio dos carros quando o trânsito para, mas estou falando de moto na faixa exclusiva de ônibus, motoqueiro chutando espelho retrovisor, porque o motorista não encostou na guia até o ponto de raspar a roda para dar passagem para ele ou porque alinhou, sem querer, o seu espelho com o espelho do carro ao lado. Fora isso, passar em semáforo vermelho, trafegar em alta velocidade entre os carros, fazer retorno utilizando a calçada rebaixada para deficientes e outras barbaridades afins.
Não devo acreditar piamente em rádios que falam sobre trânsito. Aqui em São Paulo existe a Rádio Sulamérica Trânsito, que fala o dia inteiro sobre o estado do trânsito nas diversas ruas e avenidas da cidade. O serviço é muito bom (pelo menos na maioria das vezes) e ajuda demais. Mas, hoje, eles foram enganados pelo “sistema de monitoração de trânsito” deles. O tal trajeto que demorei 1 hora e meia para fazer é composto por uma avenida, seguida de uma ponte e outra avenida (praticamente uma linha reta), sendo que a primeira avenida, percorro ela inteira. Quando já estava parado por 5 minutos na primeira avenida (que levei 1 hora e 5 minutos para percorrer!), a referida rádio noticiou que o trânsito nela estava ruim, mas que haviam trechos de melhora e com um fluxo melhor. Fui a avenida inteira sem conseguir colocar a terceira marcha. A segunda só quando o trânsito começou a “fluir” (já no final do trajeto) e primeira/ponto morto em praticamente todo o trajeto. Acho que dei azar de não encontrar aqueles referidos trechos com trânsito melhor.
Se não comprar taxi ou moto, quando mudar de casa vou usar transporte coletivo. Apesar do transporte coletivo ser precário na maior parte da cidade (principalmente na periferia, onde moro hoje) vou utilizá-lo. Estou indo para perto do Metro e em um local onde os ônibus passam um pouco menos cheios e com frequência boa. Prometo deixar o meu carro tomando poeira em casa e só sair quando for estritamente necessário.
Preciso fazer ioga ou qualquer outra coisa para aliviar o estresse. Porque se não fizer isso para manter a calma, vou enfartar qualquer dia desses no trânsito!
A minha esperança é que o tempo melhore amanhã, o pessoal deixe a cidade de São Paulo no Carnaval e a cidade fique maravilhosamente vazia nesses dias. E viva o Carnaval (pelo menos por esse motivo!)