quinta-feira, 3 de março de 2011

Reflexões no Trânsito

 

TRANS8

Hoje tive todo o tempo do mundo para refletir sobre o trânsito da cidade de São Paulo. Demorei “apenas” 1 hora e meia para fazer um trajeto no qual, sem trânsito, demoro 10 minutos (contando com muitos semáforos fechados).

E olha que não tinha chuva, acidente, passeata ou qualquer outro evento que pudesse complicar o trânsito no trajeto. Era só aquele mar de automóveis de sempre….

Depois dessa minha reflexão, apresento algumas conclusões que consegui tirar:

  1. Sou um perfeito imbecil. Tento seguir ao máximo as regras de trânsito e as mínimas regras de civilidade. Percebo que sou um imbecil, quando estou parado (com o semáforo aberto), para não fechar o cruzamento e aquele “esperto” vem pela faixa exclusiva de ônibus e, ao perceber que vai ficar parado atrás de algum ônibus ou que vai ser multado (o que é algo raríssimo de acontecer), entra na sua faixa e fecha o cruzamento mesmo assim. Pior… ele consegue seguir quando o trânsito anda e eu fico parado para mais uma rodada de sinal vermelho.
  2. Preciso comprar um taxi. O taxista do meu lado, visivelmente com o carro lotado pela família e não com passageiros, foi costurando o caminho todo, já que ele tem “permissão” para trafegar pela faixa de ônibus. Então, o que ele fez? Quando a faixa exclusiva de ônibus anda, ele vai para lá. Quando o ônibus para no ponto, ele pula para a minha faixa. E assim ele vai em frente tranquilamente.
  3. Ou preciso comprar uma moto. Aí a coisa melhora bastante, porque para motoqueiro não existe lei de trânsito ou qualquer regra de civilidade e convivência pacífica (observe bem que estou falando motoqueiro e não condutor ou piloto de motocicleta, coisas completamente diferentes). As motos trafegam em todos os lugares. Eu sei que podem andar no meio dos carros quando o trânsito para, mas estou falando de moto na faixa exclusiva de ônibus, motoqueiro chutando espelho retrovisor, porque o motorista não encostou na guia até o ponto de raspar a roda para dar passagem para ele ou porque alinhou, sem querer, o seu espelho com o espelho do carro ao lado. Fora isso, passar em semáforo vermelho, trafegar em alta velocidade entre os carros, fazer retorno utilizando a calçada rebaixada para deficientes e outras barbaridades afins.
  4. Não devo acreditar piamente em rádios que falam sobre trânsito. Aqui em São Paulo existe a Rádio Sulamérica Trânsito, que fala o dia inteiro sobre o estado do trânsito nas diversas ruas e avenidas da cidade. O serviço é muito bom (pelo menos na maioria das vezes) e ajuda demais. Mas, hoje, eles foram enganados pelo “sistema de monitoração de trânsito” deles. O tal trajeto que demorei 1 hora e meia para fazer é composto por uma avenida, seguida de uma ponte e outra avenida (praticamente uma linha reta), sendo que a primeira avenida, percorro ela inteira. Quando já estava parado por 5 minutos na primeira avenida (que levei 1 hora e 5 minutos para percorrer!), a referida rádio noticiou que o trânsito nela estava ruim, mas que haviam trechos de melhora e com um fluxo melhor. Fui a avenida inteira sem conseguir colocar a terceira marcha. A segunda só quando o trânsito começou a “fluir” (já no final do trajeto) e primeira/ponto morto em praticamente todo o trajeto. Acho que dei azar de não encontrar aqueles referidos trechos com trânsito melhor.
  5. Se não comprar taxi ou moto, quando mudar de casa vou usar transporte coletivo. Apesar do transporte coletivo ser precário na maior parte da cidade (principalmente na periferia, onde moro hoje) vou utilizá-lo. Estou indo para perto do Metro e em um local onde os ônibus passam um pouco menos cheios e com frequência boa. Prometo deixar o meu carro tomando poeira em casa e só sair quando for estritamente necessário.
  6. Preciso fazer ioga ou qualquer outra coisa para aliviar o estresse. Porque se não fizer isso para manter a calma, vou enfartar qualquer dia desses no trânsito!

A minha esperança é que o tempo melhore amanhã, o pessoal deixe a cidade de São Paulo no Carnaval e a cidade fique maravilhosamente vazia nesses dias. E viva o Carnaval (pelo menos por esse motivo!)

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